A estética cyberpunk
- paulosgaf
- 12 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Você já ouviu falar do estilo Cyberpunk, mas você sabe o que é?

Com o lançamento do polêmico jogo Cyberpunk 2077, esse termo tornou-se cada vez mais frequente nas redes. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a estética desse gênero, é claro que o termo é a soma de cibernética com a cultura punk, porém muitos podem achar estranho e pensar que esse dois temas não tem muito haver, mas na verdade eles têm bastante em comum.
Como surgiu o Cyberpunk?
“O 'faça você mesmo' punk, nascido há três décadas, pode ser traduzido pelas três leis da cibercultura: emissão, conexão e reconfiguração.” André Lemos
A cultura punk surgiu na década de 1970 com o espírito do “faça você mesmo”. Esse estilo de vida prega que você pare de apenas consumir o que as empresas e o governo lhe oferecem e comece você mesmo a criar, editar, divulgar e distribuir tudo o que você quiser. O movimento contagiou o mundo todo, desde a música, formas de se vestir e opiniões políticas.
Logo, a cibercultura não ficou fora do contágio punk. Com o advento da tecnologia, a liberdade de criação ficou cada vez maior e o desejo de produção de conteúdo ficou mais evidente. Produção de conteúdos como podcasts, blogs, vídeos, software livres, etc... inundam a internet, o que traz a democratização da informação e o espírito punk aos dias atuais.
Como esses dois movimentos estavam totalmente atrelados durante a história, surgiu o gênero Cyberpunk. Rodeado de ficção científica, onde o enfoque se encontra na alta tecnologia e baixo nível de vida, geralmente histórias cyberpunks possuem uma temática política e diversas críticas sociais.


Quais as características do Cyberpunk?
“O futuro está lá... olhando para nós. Tentando entender a ficção em que teremos nos tornado” William Gibson
Em suas características estéticas podemos citar o frequente uso de cores néon vibrantes, porém mesmo assim se valendo de um clima sombrio. Também temos a divisão da cidade, onde os ricos se encontram na parte superior, possuindo prédios gigantes e construções monumentais. Já na parte inferior ficam os mais pobres, onde se encontram os resquícios das antigas cidades na qual existe uma criminalidade frequente.
Nesse futuro distópico, a humanidade está tão avançada tecnologicamente que existe uma linha tênue entre o que ainda é humano e o que é uma máquina. É comum personagens com membros substituídos por partes robóticas, até possuindo vezes em que todo o corpo é substituído deixando apenas a consciência humana dentro de uma máquina. Toda essa mistura de temas traz um ambiente bastante interessante que consegue enfatizar diversas problemáticas atuais e futuras, rendendo sempre composições incríveis e uma boa história.
Referências



É muito importante estudarmos essas transformações tecnológicas, seus impactos sociais e culturais através da óptica sociológica, pois assim, conseguimos compreender os problemas pelos os quais nossa sociedade está passado e consequentemente, podemos ser ativista ou ciberativistas de causas importantes.